Cinema feminino latino-americano no CCBB

mulheres cinemaEntre os dias 21 de setembro a 3 de outubro, o CCBB do Rio de Janeiro recebe a mostra “Mulheres em Cena” com a produção de nove cineastas latino-americanas, pertencentes a uma mesma geração.

Serão exibidos: “Que horas ela volta?”(2015)  e “Mãe só há uma” (2016), de Anna Muylaert; Um Céu de Estrelas (1997), Hoje (2011) e Trago Comigo (2016) de Tata Amaral; Bicho de Sete Cabeças (2001) e Chega de Saudade (2007), de Laís Bodanzky; “Quase dois irmãos” (2005) e “A memória que me contam” (2012), de Lúcia Murat; “O pântano” (2000), “A menina santa”(2004) e “A mulher sem cabeça”(2007), de Lucrecia Martel; “Madeinusa” (2006) e “A teta assustada”(2009), de Claudia Llosa; “Postais de Leningrado”(2007) e “Pelo Malo” (2013), de Mariana Rondón; “Hamaca Paraguaya” (2006), de  Paz Encina; e “Jovem aloucada” (2012), de Marialy Rivas.

“Buscamos com essa mostra um intercâmbio cultural entre os países latino-americanos participantes, promovendo através de debates entre as cineastas e convidadas um diálogo mais direto com o público a respeito de seus filmes, do papel da mulher na indústria cinematográfica e do papel da América Latina no cinema mundial”, explicam as curadoras do evento, Andrea Armentano e Sofia Torre.

As sessões terão preços populares (R$ 10 a inteira e R$ 5, meia),e serão realizados ainda cinco debates, com entrada gratuita.

 


O MOMENTO PRESENTE DE ANRI SALA

arq_2569Nome de destaque na cena contemporânea internacional, o videoartista albanês Anri Sala (Tirana, 1974) inaugura uma individual no Instituto Moreira Salles no próximo mês.

No dia da abertura, 10 de setembro às 17h, será realizada uma conversa do artista com a curadora Heloisa Espada. E depois, às 19h30, exibição do filme “1.395 Days without Red”.

Na exposição, as obras de Anri Sala dialogam com a arquitetura modernista da casa que abriga o IMS, de 1951. Ele propõe uma nova forma de circulação, bloqueando passagens e estimulando rotas em áreas externas pouco usuais. Além disso, serão exibidas as videoinstalações sonoras: Long Sorrow (2005), Answer Me (2008), Le Clash (2010) e Tlatelolco Clash (2011). Guarde a data!

 


WOODY ALLEN EM SEIS CENAS

Em setembro, Woody Allen lança a série “Crisis in Six Scenes”, uma comédia que se passa na década de 1960, época turbulenta nos Estados Unidos. Os protagonistas são os membros de uma família de classe média suburbana, que recebem um hóspede que vai virar a casa de cabeça para baixo.

No elenco estão Miley Cyrus, Elaine May, John Magaro, Rachel Brosnahan, além do diretor que volta às telas. Os episódios serão exibidos na Amazon Prime Video, uma concorrente da Netflix nos EUA e não tem previsão de estréia no Brasil.

Porém, falta pouco para a estréia no país de “Café Societypróximo longa-metragem de Allen, que chega aos cinemas no dia 25 de agosto.

Assista ao teaser da série para a tevê.


ARTISTA INDÍGENA VENCE PIPA ON-LINE 2016

pipa online

Pela primeira vez na história do Prêmio PIPA, três artistas indígenas foram indicados pelo comitê de seleção e chegaram à final da votação on-line. Índio Macuxi da Amazônia, Jaider Esbell foi o vencedor da categoria, seguido de Arissana Pataxó, que inseriu sua etnia no seu nome, em segundo lugar. Os premiados foram escolhidos por voto popular na internet.

 


CIDADES E METROPOLIS EM DEBATE

metropolisComo parte da programação paralela à exposição “Cidades Invisíveis”, em exibição na Despina, no centro do Rio, será exibido nesta quarta-feira (10 de agosto), o clássico do cinema mundial “Metropolis”, de Fritz Lang. A ficção científica alemã de 1927 impressiona pela sua atualidade ao mostrar as relações de dominação e submissão entre uma elite, que do alto de arranha-céus controla os meios de produção, e a massa de trabalhadores, oprimida e manipulada em seus horrores cotidianos. Em seguida, acontece um debate com o artista plástico Milton Machado, o curador Bernardo José de Souza e o curador da mostra, Felippe Moraes.

 


A CASA CAIU

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Diante de tantas controvérsias, só um breve comentário sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nas Olimpíadas das trágicas remoções de moradores da Vila do Autódromo, uma das músicas escolhidas é “Construção”, de Chico Buarque. “Agonizou no meio do passeio náufrago / Morreu na contramão atrapalhando o público”.

 

 

 


A COR NA ARTE BRASILEIRA

AbaporuO Museu de Arte do Rio inaugura hoje uma de suas mais importantes coletivas: “A cor do Brasil”. Com curadoria dePaulo Herkenhoff e Marcelo Campos, a mostra apresenta a cor na arte brasileira desde o período colonial até o século XXI. A exposição é dividida em três galerias: “A transformação da luz e do ambiente ecológico em cor”; “Modernidade e Autonomia da arte”; e “Opinião, Tropicália, Geração 80 e Cor do Século XXI”.

São mais de 300 trabalhos, de nomes fundamentais como Eliseu Visconti, Anita Malfatti, Guignard, Goeldi, Portinari, Ismael Ney, Lasar Segall, Waldemar Cordeiro, Geraldo De Barros, Aluisio Carvão, Decio Vieira, Willys de Castro, Hércules Barsotti, Tomie Ohtake, Iberê Camargo, Antonio Dias, Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Rubens Gerchmann, Tunga, Anna Bella Geiger, entre outros.

O destaque obviamente é “Abaporu” (1928), de Tarsila do Amaral. A obra é parte da coleção permanente do MALBA – Museu de Arte Lationoamericano de Buenos Aires desde 1995, e fica no Rio de Janeiro até o dia 30 de setembro.

Assista à chegada da obra à exposição.

 


IMERSÕES POÉTICAS PARA ARTISTAS

Casa França-BrasilA Casa França-Brasil inicia em setembro seu programa de formação de artistas. Com duração de três meses, o curso inclui encontros de elaboração de projeto de pesquisa, exercícios de criação e concepção de ideias, e acompanhamento e revisão de portfólio.

Os participantes terão ainda palestras com curadores, críticos de arte, diretores de museus, profissionais de galerias de arte, produtores e restauradores. 

As inscrições para o processo seletivo do Programa Imersões Poéticas serão recebidas de 08 a 17 de agosto, de segunda à sexta, das 12h às 19h, na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, situada a Rua da Quitanda, 86 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 8º andar.

Para acessar a convocatória, clique aqui.

 


UM PANORAMA DA INCRÍVEL COLEÇÃO DO MAM-RIO

MARULHO CILDOAntonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Ivens Machado Waltercio Caldas, Antonio Manuel, Artur Barrio, José Damasceno, Hércules Barsotti, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Regina Silveira, Willys de Castro, Jackson Pollock, Keith Hering, Brancusi, Giacometti, Lucio Fontana, Henri Moore, Rodin, Alexander Calder, Joseph Albers, Barry Flanagan, Vitto Acconti, entre outros.

Uma seleção espetacular do acervo do MAM Rio será exibida em todo o espaço do segundo andar a partir deste sábado, na mostra “Em Polvorosa”, com curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

As obras foram articuladas por aproximações estéticas e por épocas, com alas dedicadas aos anos 1920, com o modernismo, aos anos 1950/60, com o abstracionismo, o concretismo, o neoconcretismo, a nova figuração, e à arte contemporânea. A abertura é neste sábado, 30 de julho, a partir das 15h.

 


CIDADES INVISÍVEIS PARA PENSAR O RIO DE JANEIRO

Obra de Pedro VarelaA galeria do Largo das Artes/Despina (Rua Luis de Camões, 2 – Sobrado) inaugura hoje a coletiva “Cidades Invisíveis” – inspirada no livro homônimo de Ítalo Calvino. A exposição tem como gancho as transformações que estão sendo realizadas na cidade do Rio de Janeiro e busca refletir sobre os legados urbanos que serão deixados.

Com curadoria de Felippe Moraes, a mostra apresenta três eixos expositivos – demolição, construção e delírio – nas obras de Ana Holck, Hildebrando de Castro, Marcos Chaves, Milton Machado, Wouter Osterholt, Anton Steenbock, Amadeo Azar, Oscar Niemeyer, Pedro Varella, Le Corbusier, Pedro Urano e Joana Traub Cseko, Terry Gillian, Heigorina Cunha e Fernando Pinto.

Dentro do período em cartaz também serão programados dois encontros para a exibição de filmes seguidos de debates com o público para discutir a dialética entre arte e o espaço urbano. Para ver a programação completa, acesse: www.despina.org.

 


SKA JAPONÊS NO CONCERTO ‘LOOK AT THE SKY” 

Em uma produção Brasil-Japão, nos dias 29 e 30 de julho, no Vivo Rio, acontece o show “Olha pro Céu – Look at the sky”, com Vanessa da Mata, Tokyo Ska Paradise Orchestra e Marcia, e com participação especial de Emicida.

Com 30 anos de carreira, a TSPO é uma dessas grandes surpresas: uma banda do oriente especializada no explosivo ritmo jamaicano – que deu origem ao reggae. Na passagem pelo país, o grupo gravou com o rapper paulista uma versão de um sucesso japonês dos anos 60, “Sukiyaki”, que recebeu uma roupagem de samba-rock e letra em português.

O nome do evento faz um tributo a “Look at the sky”, tema que simbolizou a Olimpíada de Tokyo 1964. A capital japonesa será novamente sede da Olimpíada, em 2020. Aperte o play!

 

 


 

ESTELA SOKOL NA ANITA SCHWARTZ GALERIA

5. Estela Sokol. Sem ti¦ütulo (da se¦ürie quadros). PVC sobre chassis- 24-5 X 18-5cm. 2016_crédito Gui Gomes

Objetos, esculturas, pinturas  inéditas compões a exposição “Naturezas Mortas”, terceira individual da artista paulistana Stela Sokol, na Anita Schwartz Galeria de Arte. Com inauguração nesta quarta-feira, 27 de julho, a mostra também apresenta a instalação “White Heat” (uma homenagem ao álbum “White Light/White Heat”, da banda Velvet Underground), composta por cerca de 600 peças em forma de sarrafo, de diversos materiais brancos, como espuma, parafina, feltro, mármore e gesso. 

No terceiro andar da galeria estão dez esculturas em pequeno formato e 13 telas produzidas sem a utilização de tinta, em um processo em que a artista estica e sobrepõe lâminas de PVC coloridas e translúcidas, entre outros materiais sintéticos, sobre chassis de madeira, criando diversos matizes que mudam conforme a incidência da luz e deslocamento do espectador.

A Anita Schwartz fica na Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea. Funcionamento: de 10h às 20h, de segunda a sexta, e das 12h às 18h, aos sábados. Entrada gratuita.

 


E AINDA NESSA QUARTA-FEIRA…

Caroline Portas VilasecaA Portas Vilaseca galeria (Av. Ataulfo de Paiva, 1079, ss 109 – Leblon) inaugura a primeira individual de Carolina Martinez,“Aquilo que não Conseguia Ver”.

Nova representada da casa, a artista carioca apresenta obras inéditas como colagens produzidas em papel de madeira sobre fotografia ou sobre pintura em papel; e um grande políptico formado por oito elementos de pintura sobre madeira, a partir das dimensões da galeria. A curadoria é de Ivair Reinaldim.

 


 

WORKSHOP COM CADU TENÓRIO

a2730096880_16Cadu Tenório é um artista da cena eletrônica e experimental carioca. Seu trabalho consiste de gravações de campo, loops de fitas cassetes, instrumentos processados, e sons retirados de objetos do cotidiano.

No dia 6 de agosto, de 14h às 17h, ele promove um workshop de Gambiarras Eletrônicas no Centro Municipal Hélio Oiticica. Conheça mais o trabalho do artista no seu site oficial.

 

 


AS CANÇÕES DE ADRIANA CALCANHOTO 


Adriana CalcanhotoPara que é que serve uma canção como essa? 
O verso da canção Depois de ter você  batizou o livro que Adriana Calcanhotto lança hoje às 19h, na Livraria Argumento, no Leblon.

Para além da canção, a publicação traz suas palavras em 91 letras selecionadas pelo poeta Eucanaã Ferraz, de uma trajetória de mais de 25 anos. “Nas páginas desse livro, reconhecemos imediatamente que estamos diante de textos, ou ainda, de uma escrita. E, sem dúvida, de um estilo”, explica o organizador.

 


BATE-PAPO COM RUY CASTRO

 

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Um programa imperdível para quem já se deliciou com o livro “Chega de Saudade”, que reconstitui a vida boêmia e cultural carioca dos tempos da Bossa Nova.

No próximo dia 30, o Estação Ipanema promove uma manhã com o jornalista, biógrafo e escritor Ruy Castro, que contará histórias da obra, da época, permeados de imagens do filme homônimo de Laís Bodansky.

Sábado, às 10h no Estação Ipanema. Ingressos a R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Vendas antecipadas por aqui.

 

 

 

 


DIÁLOGOS ENTRE CINEMA E LITERATURA

macunaímaDe 26 a 29 de julho, a Caixa Cultural do Rio (Av. Almirante Barroso, 25, Centro) promove debates com pesquisadores renomados no ciclo de palestras “Visões do Brasil: diálogos entre cinema e literatura”. O evento tem como objetivo discutir a importância da relação entre as duas artes para se pensar a cultura brasileira contemporânea. Nos encontros, serão abordados temas como as adaptações cinematográficas das literaturas modernista e regionalista, a relação entre cinema e poesia.

A entrada é gratuita com distribuição de senhas a partir das 17h30.

Programação (sempre às 18h30):

26 de julho (terça-feira): O Brasil na periferia do capitalismo
– Machado de Assis e Júlio Bressane (Memórias Póstumas de Brás Cubas/ Brás Cubas) – Palestrante: Rosa Dias.
– Graciliano Ramos e Nelson Pereira dos Santos (Vidas Secas) – Palestrante: Patrick Pessoa.

27 de julho (quarta-feira): O Brasil e suas modernidades
– Mário de Andrade e Joaquim Pedro de Andrade (Macunaíma) – Palestrante: Maria Cristina Franco Ferraz
– Paulo Leminski e Cao Guimarães (Catatau/Ex Isto) – Palestrante: Fátima de Oliveira

28 de julho (quinta-feira): O Brasil e seus afetos
Manoel de Barros e Joel Pizzini (Caramujo-Flor) – Palestrante: Italo Moriconi.
Clarice Lispector e Susana Amaral (A Hora da Estrela) – Palestrante: Ana Chiara

29 de julho (sexta-feira): Visões do Brasil contemporâneo
– Paulo Lins e Fernando Meirelles (Cidade de Deus) – Palestrante: Karl Erik Schøllhammer
– Chico Buarque e Ruy Guerra (Estorvo) – Palestrante: Flávio Carneiro.

 


UM SÁBADO DE ARTE EM SÃO PAULO

d9ae2ae433 Hoje é dia de visitar as galerias na capital paulista, em uma mini-maratona (em uma alusão poética às olimpíadas) de três vernissages e uma conversa com artista.

Às 11h30, na Galeria Millan, Regina Parra e o curador Moacir Dos Anjos batem um papo sobre a individual da artista, “Por Que Tremes, Mulher?”. Com nove pinturas, uma série de desenhos, instalações e um vídeo, a mostra faz uma arqueologia da violência velada nas relações do dia-a-dia.

 

Ao meio-dia, a Blau Projects inaugura o primeiro dos dois projetos selecionados pelo #03 C.LAB Mercosul, edital voltado a jovens curadores. A cearense Natália Quinderé assina a curadoria da exposição “Formas de abandonar o corpo – parte I”, com obras de Filipe Acácio, Mayra Martins Redin, Paula Scamparini, Steffania Paola, Marcel Gonnet e María Sábato.

baro_emma_thomas_desordemJá no galpão da Baró Galeria, na Barra Funda, acontece na mesma hora a abertura da coletiva/experimento “Desordem“. Participam: Almandrade, Courtney Smith, David Medalla, Iván Navarro, Ivan Padovani, Jonas Arrabal, Júlia Milward, Lourival Cuquinha, Lucas Bambozzi, Lucas Simões, Ramon Vieitez, entre outros.

E para encerrar, às 14h, a Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111), em parceria com o International Center of Photography (ICP), abre a mostra “A Valise Mexicana: a redescoberta dos negativos da Guerra Civil Espanhola de Capa, Taro e Chim”. A exposição de fotografias apresenta um registro do conflito que em 2016 completa 80 anos. Sua cobertura foi um dos marcos do fotojornalismo, com imagens de Robert Capa, Gerda Taro e David ‘Chim’ Seymour.

 


DOMINGÃO DO CIDADÃO

Pequeno CidadãoPara quem tem filhos pequenos – e prefere que eles escutem boas músicas – a dica é levar criançada amanhã no Circo Voador, no Rio de Janeiro. No domingo (24/07), acontece a festa de rock Baby Boom, seguida de um show da banda Pequeno Cidadão – formada pelo guitarrista Edgar Scandurra (Ira!/Arnaldo Antunes), Taciana Barros (Gang 90), Antônio Pinto (produtor de trilhas de filmes como Central do Brasil e Amy) e por seus filhos. O evento começa às 16h30.

 


ARTE À MESA NO MORRO DA CONCEIÇÃO

Final de semana de arte no Morro da Conceição, no Centro do Rio. Hoje às 18h e sábado a partir das 15h, acontece a exposição “Compasso Binário”, com curadoria de Analu Cunha. Na coletiva estão dez trabalhos de vídeo em diferentes formatos e cinco obras em outros suportes dos artistas: Alessandra Bergamaschi, Anna Bella Geiger, Cadu, Carlos Fernando Macedo, Gabriela Mureb, IMT, João Modé, Julia Pombo, Livia Flores, Lyz Parayzo, Martha Niklaus, Patricia Norman, Rafael Alonso, Raphael Couto e Raul Leal.

A exposição surgiu das minhas pesquisas da curadora sobre o ritmo na videoarte, a partir de um video da Anna Bella Geiger (“Passagens 1”, de 1974). “Nesse vídeo vemos o ritmo da artista em oposição a outro subjacente, imposto pelas condições políticas da época. Daí, parto para diferentes abordagens rítmicas na música e fora dela, tais como as imposições binárias de gênero e os ritmos aos quais somos submetidos diariamente pelo código binário ou dos motores”, explica a curadora.

Como parte do evento, os artistas conversam com o público hoje às 20h, e amanhã tem feijoada de camarões e encontrão de poetas. A Mesa (espaço de mostras, debates, comida e poesia) acontece na Rua Jogo da Bola – 119.

“Celebrate You”, de Julia Pombo.

 


BRASIL TRANS NO TEATRO

BR TransÚltimas semanas para assistir à peça “BR Trans“, com texto e atuação de Silvero Pereira e direção de Jezebel De Carli. O monólogo, em cartaz no Teatro Poeira, em Botafogo, explora o universo de travestis, transexuais e transformistas brasileiros, a partir de depoimentos colhidos em universidades, casas de shows e pontos de prostituição de diversos estados do país. Nas histórias estão casos de preconceito, violência, abuso, mas também superação

Eleita uma das melhores peças de 2015 pelo Segundo Caderno, do Jornal O Globo, “BR Trans” vai virar tema de um documentário com previsão de estréia no final deste ano. No filme, o trabalho de pesquisa realizado por Silvero, além de relatos e algumas cenas do espetáculo.

A peça vai até o dia 31 de julho, de quinta a sábado às 21h, e domingo às 19h.


MONA HATOUM NA TATE MODERN

Assista ao vídeo sobre Mona Hatoum, que atualmente expõe na Tate Modern. A individual, que reúne 35 anos de trabalho da artista libanesa radicada em Londres, vai até o dia 21 de agosto.


 

O TRIUNFO DA COR CHEGA AO RIO

Frauen-auf-TahitiDepois de um sucesso estrondoso em São Paulo, será inaugurada nesta quarta-feira (20/07) no CCBB-Rio a mostra O triunfo da cor, o pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie“.  Com curadoria de Pablo Jimenez Burillo, Guy Cogeval e Isabelle Cahn, a exposição reúne 75 trabalhos de 32 artistas como Matisse, Van Gogh, Paul Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Maurice Denis, Félix Vallotton, Vuillard e Maillol. A entrada é gratuita e a coletiva vai até o dia 17 de outubro.

 


MARIMBONDO 
Marimbondo - Ângelo Venosa - Oi FuturoNa noite de ontem, Angelo Venosa inaugurou a obra “Marimbondo”, no Grande Campo, área externa do Oi Futuro do Flamengo. “Há alguns meses atrás estava produzindo no ateliê uma grande serie de peças impressas que tomava todo o meu tempo e atenção, numa das janelas do ateliê um grupo de marimbondos começou a imprimir uma casa. Segui registrando diariamente o progresso e o processo meses meus colegas. A imagem é a homenagem a um desses trabalhadores”, conta o artista.
Foto: Paulo Jabour.
 
 

 JAPÃO NO PAÇO

01-SHIRAGADuas décadas de produção japonesa estão na mostra A emergência do contemporâneo: a vanguarda do Japão. A mostra apresenta 70 obras, entre fotografias, filmes e documentos históricos, produzidas entre os anos 1950 e 1970.

Na exposição estão reunidos trabalhos dos coletivos Gutai Art Association (formado pelos artistas Atsuko Tanaka, Sadamasa Motonaga, Kazuo Shiraga), Hi-Red Center (Genpei Akasegawa, Jiro Takamatsu e Natsuyuki Nakanishi), e Jikken Kobo (Katsuhiro Yamaguchi e Shozo Kitadai), dos pintores Tatsuo Ikeda e Hiroshi Nakamura, a poesia concreta de Katue Kitasono e Seiichi Niikuni, a arte conceitual de Yoko Ono e Yutaka Matsuzawa, e fotografias de Mitsutoshi Hanaga, que acompanhou de perto e documentou a atividade dos grupos de vanguarda no Japão dos anos 1960.

02-TANAKAUm dos grupos mais importantes da arte japonesa, o Gutai (“concreto” em japonês) ganhou três importantes retrospectivas nos últimos anos: no Tokyo National Art Center (2012), no New York Guggenheim Museum (2013) e no Dallas Museum (2015). No Rio, algumas obras do coletivo foram exibidas no stand da WhiteStone Gallery, na ArtRio de 2015, mas que não volta na feira este ano.

No clima de Olimpíadas, uma performance inspirada em um trabalho do grupo Hi-Red Center durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, será realizada por artistas brasileiros e adaptada ao contexto no evento do Rio de Janeiro.

A exposição vai até 28 de agosto e tem entrada gratuita. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 – Centro. Funcionamento: de terça a domingo, de 12h às 19h.


MURILO SALLES GANHA RETROSPECTIVA DE SUA OBRA

Nunca fomos tão felizesDe 19 a 31 de julho, a CAIXA Cultural do Rio apresenta todos os filmes do diretor, fotógrafo, roteirista e produtor carioca. Completam o evento uma masterclass (“Questões para pensar o cinema que quero fazer”), dois debates com o cineasta e o lançamento de um catálogo, com textos inéditos assinados por nomes como Paulo Sérgio Duarte e José Geraldo Couto, entre outros.

Alguns destaques são: Grande Otelo (1971), curta-metragem codirigido com Ronaldo Foster; e seu primeiro longas Nunca fomos tão felizes (1984) – que participou da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e ganhou os prêmios de Melhor Filme nos festivais de Brasília e de Gramado, e o Leopardo de Bronze no Festival de Locarno; e o documentário para a TV Tunga – Registros, de (2012).

Na quinta (21/07), às 19h10, Murilo Salles, Walter Carvalho e o pesquisador Hernani Heffner conversam sobre “A fotografia no cinema brasileiro”. E, no dia 28/07, o tema é “O cinema de Murilo Salles”, com o diretor, o crítico Carlos Alberto Mattos e o historiador Maurício Lissovsky.

Para saber mais sobre a mostra, acesse www.mostramurilosalles.com.br ehttps://www.facebook.com/ocinemademurilosalles/

 


I JUST WANT YOUR EXTRA TIME AND YOUR CLICK 

prince museumEstá no ar o Prince Online Museum, um portal que reúne cerca de 20 sites oficiais do cantor, falecido em abril deste ano, abrangendo duas décadas de presença digital.

A página foi lançada dez anos após o fechamento do pioneiro e premiado “NPG Music Club”, que ofereceu música, vídeos e programas de rádio para os fãs online via adesões mensais e anuais de 2001 a 2006.

 


TATIANA BLASS LANÇA INDIVIDUAL E LIVRO

Tatiana BlassNesta quinta-feira (21/07), a artista Tatiana Blass inaugura a individual “A Desprofissão” na Galeria Millan, em São Paulo, com trabalhos em vídeo e pinturas em guache. Como parte da mostra, no dia 06/08 às 11h30, acontece o lançamento de um livro dedicado à trajetória da artista, publicado pela Editora Automática, com um bate-papo entre José Augusto Ribeiro, Moacir dos Anjos e Tatiana Blass. O Anexo Millan fica na Rua Fradique Coutinho, 1416.

 

 


OBRAS DE AMÓS OZ ADAPTADAS AO CINEMA

a_tale_love_darknessEm uma breve aparição pelos cinemas do Rio de Janeiro, o filme “De Amor e Trevas” marcou a estréia da atriz Natalie Portman na direção. Baseado no livro homônimo de Amós Oz (um calhamaço de 600 páginas), o longa-metragem, reconta as principais linhas narrativas da história, porém, pela limitação de tempo/produção, deixa de fora muitos bons momentos de realismo fantástico.

Vale a pena um mergulho no livro e na vida do menino que cresceu junto com a criação do Estado de Israel, filho de um linguista imigrante que falava treze idiomas, e uma mãe sonhadora que conseguiu fugir de sua cidade Rivne (atualmente na Ucrânia), e vivia a dor de saber que todas as pessoas que tinha conhecido em sua bela infância haviam sido assassinadas pelos nazistas.

the_little_traitor02O escritor que adotou o sobrenome “Oz” na adolescência (que significa coragem e força, em hebraico), ainda teve outra bela obra adaptada para o cinema. O livro “Pantera no Porão”, conta a amizade de um menino judeu com um oficial do exército britânico durante a ocupação da Palestina. No filme “O Pequeno Traidor” (2007), de Lynn Roth, o ator Alfred Molina vive o sargento Dunlop que vira um grande amigo do menino Proffy. Quando essa relação quase que paterna com o “inimigo” se torna pública, o garoto é acusado de traição e tem um “julgamento público” com seus pais, vizinhos e colegas de classe.


MATISSE INSPIROU MODA DE IRIS APFEL

Aos 94 anos, Iris Apfel é um dos grandes ícones da moda mundial por suas produções inusitadas e fabulosas. Seu estilo excêntrico é tão celebrado, que a “scarlet geriátrica” (como a própria se define), já foi tema da mostra Rara Avis: selections from the Iris Barrel Apfel Collection, que aconteceu no Metropolitan Museum, em 2005-06; capa da revista Dazed & Confused; produziu uma linha de maquiagem da M.A.C; e foi tema de um documentário (disponível na Netflix).

Em depoimento para a Tate Modern, por ocasião de uma mostra sobre Matisse, a fashionista contou como a obra do pintor, seu padrões e cores, influenciaram no seu jeito de se vestir. Iris tem formação em História da Arte. Em recente visita ao Brasil, ela declarou: “Há necessidade de se ter artistas, pelo simples fato de que se eles não existirem, as pessoas murcham e morrem sem a arte”. Assista aqui.