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O músico, compositor e arranjador Dé Palmeira deu uma de Papai Noel e presenteou a Caju nesse fim de ano com uma playlist para embalar o alvorecer de 2017. “É uma lista com músicas de conteúdo político, ‘de protesto’ ou como queiram chamar. Tento fugir um pouco do clichê, embora tenha algumas muito conhecidas”, diz ele. “Imagino que 2017 será um ano de manifestações e acho que na lista tem material pra diversos os gostos e demandas. Atenção: contém ironia”. 

A lista de Dé começa com a linda Acender as velas, de Zé Ketti, que poderia ser um tributo a todos os que se foram em 2017, a começar pela música: David Bowie, Prince, Leonard Cohen, George Michael, Cauby Peixoto, Mario Sergio (Grupo Fundo de Quintal), Vander Lee, Billy Paul.  Além de outros grandes artistas e escritores (Carrie Fisher, Ferreira Gullar, Elke Maravilha, Domingos Montagner, Antonio Pompeo, Umbergo Magnani, Dario Fo, Hector Babenco, Tereza Rachel, Guilherme Karam, Alan Rickman, Antonio Carlos Viana e Abbas Kiarostami. 

Noel Rosa comparece cantando e perguntando Onde está a honestidade?. Zeitgeist. A lista vai de Patti Smith a João do Vale, de Gilberto Gil a Criolo. Deste, a canção Não existe amor em SP soa como réquiem para José Carlos Ruas, o camelô ‘Índio’, morto espancado por tentar defender dois travestis. Um deles usa o nome de Brasil. “Aqui ninguém vai para o céu”.

Os Paralamas comparecem com Selvagem?, Nara Leão com Opinião, Caetano Veloso com É proibido proibir, lembrança de tempos que não gostaríamos que voltassem. Quase como um contraponto, John Lennon (Power to the people) e o Nobel de Literatura Bob Dylan (The times they ara a changin’)  apontam para a força que cada um tem nas pequenas e grandes mudanças. E, em Dê um rolê, os Novos Baianos oferecem um possível mantra: “Eu sou amor da cabeça aos pés”.